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quarta-feira, 14 de março de 2012

Dezenove cidades do Norte de Minas decretam situação de emergência


Enquanto a chuva continua a provocar mortes e estragos em boa parte do Estado, a seca predomina no Norte de Minas há pelo menos dois meses e já compromete cerca de 70% da safra de grãos.
Em cidades como Catuti, Pai Pedro e Espinosa, chega a faltar água para consumo humano. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) informou que 19 municípios da região já decretaram situação de emergência, porém, nenhum plano emergencial de socorro à população foi colocado em prática até agora.
“Estamos analisando a situação desses locais, e acredito que, na semana que vem, iniciaremos as ações de suporte para a região”, afirmou o coronel Luis Carlos Dias Martins, coordenador da Cedec. Ele disse que a distribuição de água em caminhões-pipa foi suspensa, nesta época do ano, pelo Ministério da Integração Nacional, já que, tradicionalmente, o período de estiagem vai de maio a outubro. “Neste ano a seca se antecipou”.
O Exército é o responsável por levar água às casas em situações de emergência, mas a assessoria do órgão não soube informar se o serviço está totalmente parado. Quem confirma é a própria população, como o agricultor Wagner Pereira Santos, diretor da cooperativa Grande Sertão, que representa cerca de 1.500 agricultores do Norte de Minas. Segundo ele, os caminhões-pipa não estão circulando, o que causa desespero nas comunidades, principalmente nas mais afastadas da área urbana. “A escassez é tanta que falta água para fazer comida e beber”, relatou.
A última chuva forte na região foi registrada em 7 de janeiro, de acordo com o Centro de Climatologia TempoClima da PUC Minas. Depois disso, houve apenas uma chuva fraca em Montes Claros, em 9 de fevereiro. “Temos uma perda de 70% na safra de milho e feijão. A produção de leite e carne também está prejudicada”, disse Marcos Sampaio, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais.
Fonte:
Jornal Montes Claros. Com


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