Rio de Janeiro - Brasil

sexta-feira, 2 de março de 2012

Brasileiros têm direito a atendimento médico gratuito em sete países


Os brasileiros que contribuem para a Previdência Social, além de seus dependentes, têm direito a atendimento médico gratuito na Itália, em Portugal, no Chile, na Grécia e em Cabo Verde. O dado mais recente disponível no Ministério do Turismo aponta que mais de 770 mil viajaram para os três primeiros países em 2010. Na Argentina e no Uruguai nem é preciso ser segurado do INSS para ter o benefício. O seguro-viagem, que muitas vezes é comprado com a passagem, traz outras coberturas. Logo não é possível mensurar quanto o turista poderia economizar.
"O mais simples inclui morte, invalidez por acidente e perda de bagagem", afirma Alexandre Penner, gerente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). De acordo com Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens, "quase 100% dos pacotes das operadoras já incluem a assistência-viagem". Para quem quiser "apenas" ter assistência farmacêutica, odontológica, ambulatorial e hospitalar na rede pública nesses cinco países, é preciso obter o Certificado de Direito à Assistência Médica (Cdam), emitido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, com a apresentação do passaporte e de comprovantes de contribuição ao INSS, entre outros documentos.
QUEDA
No ano passado, o órgão emitiu 13.895 certificados, número 27,1% menor do que o registrado em 2010. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul lideraram as solicitações. Um dos motivos da queda nessa comparação foi a saída da Espanha, em junho passado, da lista de países que têm acordo com o Brasil. O número não é maior porque os visitantes são atendidos na rede pública brasileira sem nenhuma exigência. "Os estrangeiros já têm acesso a todo o sistema de saúde pública", afirma Adalberto Fulgêncio, diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), órgão responsável pela emissão dos certificados.
O Chile também contribuiu para a retração, já que suspendeu o atendimento na erupção do vulcão Puyehue. Com o fim da exigência de emissão do Cdam para ser atendido nos vizinhos Argentina e Uruguai no ano passado, os números desses países também diminuíram. Segundo Fulgêncio, a validade do documento varia "de acordo com a necessidade do viajante", mas tem prazo máximo de um ano, com possibilidade de renovação. Maiores informações podem ser obtidas no site do Ministério da Saúde – www.saude.org.br ou pelo /disque Saúde - 136.

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