Rio de Janeiro - Brasil

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Riotur vai dar uma diretiva para as escolas do Grupo de Acesso


Na coletiva de imprensa de balanço do Carnaval realizada nesta segunda-feira, 27 de fevereiro, o secretário de turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello disse que conversará com as escolas do grupo de Acesso A e B para análise do melhor caminho a tomar, após a quebra de contrato da Riotur com a Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso A e B, Lesga.
O secretário disse que a quebra de contrato ocorreu pela Lesga não ter rebaixado escolas de samba do grupo A para o B, como o contrato previa. Segundo ele, não existe possibilidade de renovação deste contrato.
"A partir de agora, vamos chamar todas as escolas de samba do Grupo de Acesso A aqui para conversar, reorganizar. Provavelmente, isso vai dar na questão dos jurados, que é uma questão bastante complexa. Então, a Riotur vai assumir esta função, como já foi no
passado.
A gente vai chamar pessoas notórias para fazer este julgamento. Até porque a questão principal não foi a quebra de contrato, mas é que se fala que foi ouvido muito por aí, é que já se sabia o resultado há muito tempo. Então, a gente vai selecionar os
jurados junto ao setor público", contou.
Em relação ao campeonato da Inocentes de Belford Roxo, que desfilará no Grupo Especial em 2013, o secretário disse que a Riotur vai conversar e ouvir aquela escola que se sentiu lesada na disputa pelo título.
"Não vou entrar neste quesito. Não é o mérito da Riotur. Isso cabe aos órgãos de
investigação. Até porque eu não estava com os jurados lá. De qualquer forma, quem se sentiu lesado, no caso as escolas de samba diretamente, podem questionar qualquer tipo de coisa", disse.
Já que a Riotur não mais está de comum acordo com a Lesga, Antônio Pedro ainda afirmou que, porventura, poderá surgir uma nova instituição para que seja a responsável por estas escolas.
Sobre juntar as escolas do grupo de Acesso A e B, Figueira de Mello disse que precisa analisar o modelo adequado para elas.

"No ano passado, o Reginaldo veio falar disso comigo e falei pra ele: 'Reginaldo, não trato do Carnaval 2013 enquanto não passar o de 2012' Ontem, para nós é que acabou o Carnaval.
Então, temos que sentar com as escolas do A e do B para ver se existe demanda, ver a transmissão do Carnaval. Será que existe interesse em transmitir o Carnaval do grupo A e do grupo B? Será que existe diferença entre os grupos? Tudo isso precisa ser analisado, pensado com as próprias escolas, para a gente ver o melhor modelo", finalizou.

Fonte:

Opinião
Foi muito importante essa atitude da Riotur para moralizar os desfiles de acesso. Em relação a transmissão, acho que vai ser complicado ate para o grupo A. Isso porque como já publiquei no Blog, nesse ano a audiência dos desfiles do Rio, foi muito ruim em São Paulo.
O SBT com o grupo de acesso obteve apenas 1 ponto, e a Globo com o especial perdeu para sua principal concorrente ate o inicio da madrugada, isso nos dois dias de desfiles. Essa situação foi apenas a nível de São Paulo.
Embora a audiência também seja aferida em outras capitais, como no Rio, para a imprensa só vale o Ibope de São Paulo. Neste caso acho difícil que as escolas do grupo de acesso voltem a ser exibidas pelo SBT.
O carnaval da Bahia conseguiu ser pior em audiência em SP, mas a transmissão para o próximo ano esta garantida porque o governo da Bahia PAGA para a Band e o SBT exibirem o carnaval de Salvador, já as escolas de samba e o contrario, as emissoras é quem paga para exibir o carnaval da Sapucaí.
Essa questão de audiência televisiva e muito complicado. Uma vez a apresentadora Sonia Abrão durante seu programa justificou o fato da  audiência na grande São Paulo ter o peso que tem pelo fato de São Paulo acolher pessoas de todas as partes do Brasil, e com isso o resultado da audiência de lá, seria um resumo do gosto brasileiro a nível de TV.
Eu não concordo com essa tese, visto que o Brasil e um Pais continental, com gostos variados. O que ocorre e que o mercado publicitário se concentra em São Paulo, com isso se um programa der 10 pontos em São Paulo, esse será o numero vendido para as agencias publicitárias, mesmo que esse programa atinja apenas 2 ponto em Porto Alegre.
Me lembro que alguns anos atrás a guerra de audiência nos domingos era muito acirrada entre Faustão e Gugu, que na época estava no SBT. Gugu começou a bater o programa do Faustão seqüencialmente em São Paulo. A produção do Faustão em um ato de desespero  inventou um tal de sushi erótico que por pouco não abriram um CPI contra Globo.
No restante do País o Domingão do Faustão liderava a audiência tranquilamente. Ou seja por causa dos resultados em um único estado, o programa acabou se “ queimando”no restante do País.
Sendo assim, acho que deveriam repensar a forma que ainda tratam os telespectadores de outras partes do Brasil em relação a televisão.
Por Uanderson

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