Rio de Janeiro - Brasil

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Organizações sociais estão faturando com as altas taxas de seus processos seletivos no Rio.

Algum tempo atrás os concursos públicos eram um sonho de consumo de muita gente, talvez nem tanto pelo salário, mas pela estabilidade de emprego que o serviço publico oferece.

Para algumas áreas profissionais, os concursos eram a forma mais democrática, e de certa forma acessível ao mercado de trabalho pelos profissionais recém formados que ao procurarem emprego se deparam com a exigência nem sempre compreensível da experiência profissional.

Os profissionais da saúde são os que mais sofrem dificuldade na inserção no mercado de trabalho, e por isso quando abre um concurso a disputa por uma vaga e sempre disputada. Para entrar nessa briga por um emprego publico além de estar preparado intelectualmente o candidato precisa estar disposto a gastar dinheiro com as altas taxas que as empresas vem exigindo nesses concursos.

Com a privatização dos hospitais públicos, estaduais e municipais do Rio de Janeiro os concursos ficaram mais raros, em seu lugar surgiram os processos seletivos simplificados promovidos pelas organizações sociais que agora administram esses hospitais e que vem cobrando um valor muito alto nas taxas de inscrições destes “mini concursos”

Mini concursos porque não ira garantir aos aprovados nesses processos estabilidade de emprego, ate porque essas organizações sociais são empresas terceirizadas, assim como outras já em atividade, seus funcionários que passaram nesses processos seletivos não são funcionários da prefeitura ou do estado.

Ou seja quem faz um processo seletivo para trabalhar em um hospital publico estadual administrado pelo IABAS ( Instituto  de Atenção Básica e Avançada à Saúde) não será servidor do estado e sim funcionário do IABAS.

Por esse motivo esses processos seletivos nem deveriam ser cobrados aos candidatos, pois isso abre um precedente para que um dia outras empresas do setor privado passem a cobrar taxas para quem quiser se candidatar a uma de suas vagas.

O IABAS por exemplo que estava com um processo seletivo aberto no mês passado estava cobrando taxa no valor de 85 reais para candidatos de nível superior. Para se ter uma idéia da desproporção, o ultimo concurso da secretaria municipal de saúde do Rio de Janeiro que oferecia vagas em cargo publico efetivo, cobrou 60 reais para candidatos com nível superior.

O cargo de enfermeiro foi o mais disputado com mais de vinte mil inscritos, o que demonstra como essa área profissional esta com o mercado de trabalho saturado. Mas voltando ao assunto, acho que os órgãos de fiscalização estão deixando passar essa situação como despercebida, mas já esta escandalosa, cobrando taxas muito altas para o tipo de processo seletivo que o correto seria não cobrar nada, oferecendo outras alternativas de seleção destes candidatos.

Além disso ainda estão exigindo experiência profissional para atividades que em concursos públicos propriamente ditos não costumavam exigir, o que esta fechando as portas de empregos para muitos candidatos, principalmente os recém formados que agora contam com a ajuda da sorte ou quem sabe de um pistolão!

Por UAN Noticias


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