Rio de Janeiro - Brasil

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cai o nível de emprego na indústria no mês de julho, informa CNI

O nível de produção da indústria brasileira foi de 48,8 pontos e o indicador de número de empregados ficou em 45 pontos em julho, o que confirma a baixa atividade do setor no mês. As informações são da Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira (20), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Valores abaixo de 50 pontos revelam retração na produção e do número de empregados.

"A indústria mostra queda na produção e emprego, estoques indesejados e elevada ociosidade", diz a pesquisa. Apenas as grandes empresas registraram crescimento da produção. Nesse segmento, o indicador de evolução da produção superou os 50 pontos ao atingir 51,5 pontos em julho. Nas pequenas empresas, o indicador ficou em 45,6 pontos e, nas médias, em 46,6 pontos.

Apesar das dificuldades, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado alcançou 51,5 pontos em julho, pouco abaixo dos 52,1 pontos registrados em junho. Com isso, o indicador ficou mais próximo da linha divisória dos 50 pontos, o que revela a redução do excesso de estoques indesejados. O nível de utilização da capacidade instalada subiu para 70% em julho.

De acordo com a pesquisa, a expectativa dos empresários é de redução do emprego e das exportações. Em agosto, o indicador de expectativas para os próximos seis meses sobre o número de empregados ficou em 48,5 pontos e, o de quantidade exportada, em 48,8 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica previsões negativas.

"Apesar da proximidade do fim do ano, período tradicionalmente mais favorável para a atividade industrial, as expectativas seguem pouco otimistas com relação à demanda e compras de matérias-primas", afirma a pesquisa. O indicador de expectativa para os próximos seis meses sobre a demanda alcançou 54,9 pontos e, o de compras de matérias-primas, 52,1 pontos, ambos pouco distantes da linha divisória dos 50 pontos, que separa as previsões negativas das positivas.

Essa edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 12 de agosto, com 2.191 empresas. Dessas, 863 são pequenas, 805 são médias de 523 são de grande porte.



Fonte:  Portal da Indústria

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