Rio de Janeiro - Brasil

domingo, 17 de agosto de 2014

Dez ambulâncias apenas contra o vírus ebola.


Uma ambulância do Governo da Serra Leoa vai a toda velocidade para o centro de enfermagem Ebola Kailahun. Dentro estão espremidas oito pessoas, três delas são casos confirmados, dois prováveis ​​e três outros têm sintomas, mas nenhum contato anterior com pessoas doentes.

"Isso é um absurdo, são as coisas que me frustram diariamente, estão expondo o vírus para cinco pessoas que poderiam ser saudáveis ", disse um funcionário do Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Além disso, o motorista não esta equipado com equipamentos de proteção individual", acrescenta. O problema: Ambulâncias para a província (450 mil habitantes) nem chega a ser dez, e nesta parte do país, a mais distante da capital, os casos superam a capacidade de resposta. 

Todos admitem a difícil situação, diz um membro da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outro exemplo. Uma das chaves para o combate a esta epidemia é seguir a cadeia de transmissão, ou seja, monitorar diariamente todas as pessoas que tiveram contato com casos confirmados, porem a falta de recursos esta dificultando chegar aos locais mais distantes da capital.

Anja Wolz, coordenador dos médicos sem fronteiras disse que não existem meios adequados, para manter os veículos e motos para chegar aos pontos mais distantes. E o governo não tem esses recursos. De Kabala, a enfermeira espanhola González Pino reafirma que a situação já esta fora de controle e completa, “Isso excedeu o sistema nacional de saúde do país."

A OMS admitiu que o número de casos e mortes foi  subestimado assim como a magnitude da epidemia . Na Libéria, esta totalmente fora de controle. Clement Peters, especialista da OMS em Monrovia, disse a rádio das Nações Unidas na Libéria, que em muitas partes do país as pessoas continuam a negar a doença e funerais tradicionais ainda são celebrados, contribuindo para a expansão da epidemia. Em algumas dessas cidades cidadãos irritados porque a ajuda não chega, estão jogando os corpos nas ruas.

Como na Libéria, Serra Leoa profissionais de saúde estão no limite da sua capacidade. Neste último país já morreram 32 enfermeiros e médicos. A situação no Kenema Hospital, onde trabalhou Dr. Umar Khan , também é difícil. Vinte enfermeiras morreram por Ebola o que causou pânico entre os trabalhadores das equipes de saúde que agora estão se recusando a ir para o trabalho.

Dois médicos da OMS e apenas cinco enfermeiros estão na vanguarda da resposta ao surto de um isolamento de mais de cinquenta pacientes. Eles fazem o que podem, mas diante da situação é necessário um aporte de profissionais a fim de atender a demanda. Situações semelhantes existem em outros centros de saúde da localidade.

Fonte: EL PAIS




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