Rio de Janeiro - Brasil

sábado, 30 de agosto de 2014

Ensino superior não e mais garantia de emprego.....


O ensino superior ainda e o sonho de muita gente que vê a conquista de uma vaga na faculdade como a possibilidade de um ganho real na qualidade de vida com o emprego dos sonhos.

Porem o que realmente já foi um investimento pessoal certo para a conquista no mercado de trabalho, hoje já não é uma indicação como potencial  possibilidade de se conseguir um emprego após a conclusão do curso superior, e  para alguns se transformou em dor de cabeça.

Para chegar à faculdade hoje além do vestibular tradicional que algumas instituições ainda o mantém como forma de ingresso, também há o SISU que através do ENEM oferece vagas em varias universidades publicas e o PROUNI que garante bolsas em faculdades privadas.

Mas alguns estudantes por não terem conseguido entrar para uma faculdade pelas opções descritas acima, optam pelo FIES, que o governo federal fez algumas modificações para que mais estudantes possam concluir seus cursos e pagar depois de formado.

E ai que esta o problema. Como discursei no inicio deste texto hoje ter o tão sonhado nível superior já não e mais garantia de emprego, a maioria das áreas da graduação tradicional, encontram-se saturadas, isto é, a mais pessoas diplomadas no mercado que vagas para absorve-las.

Houve um tempo que ao concluir a faculdade o indivíduo já tinha emprego garantido, se não fosse especifico na área onde se formou, seria em outra área similar que aproveitaria os conhecimentos acadêmicos do candidato.

Hoje além de bater cabeça para conseguir o primeiro emprego após sair da faculdade, que de maneira geral o empregador pede experiência, nem mesmo outras áreas vê esse candidato com nível superior como um diferencial.

 Algumas áreas por exemplo é melhor o candidato ate omitir que tem a formação universitária. Isso vem ocorrendo por exemplo com os formandos em enfermagem. Após a conclusão da faculdade os novos enfermeiros se deparam com um mercado saturado. 




Qualquer que seja a vaga oferecida o candidato encontrara uma extensa fila de concorrentes a vaga.

Um exemplo dessa nova era no mercado de trabalho é sentido na pele pela enfermeira recém formada que prefere ser identificada apenas pelo primeiro nome, “Amanda”. Segundo ela desde que se formou em dezembro de 2013, já distribuiu currículos em vários hospitais.  Segundo ela, ate o momento só foi chamada para uma prova em um hospital e mesmo assim quando chegou para fazer a prova havia uma grande fila de candidatos que foram fazer a prova após sair um anuncio em uma rede social.

“enviei o currículo para o RH do hospital Norte Dor e dois meses depois recebi uma mensagem para fazer uma prova. Quando cheguei lá havia uma multidão na entrada do hospital, pessoas que viram um anuncio pelo facebook  e foram fazer a prova. Tinha tanta gente que uma moça do Rh desceu disse que não tinha como realizar a prova naquele dia porque não teria espaço no auditório e pediu para que deixássemos um currículo. Me lembrei da fila de emprego que enfrentei quando entrei  no supermercado Guanabara para a vaga de operadora de caixa, a diferença que antes eu achava que quando tivesse uma faculdade seria mais fácil”

E a caminhada da moça não parou por ai:

“encontrei uma amiga da faculdade que disse que tinha visto um anuncio também no face que teria prova nesse mesmo dia no Pateur que fica no Méier. Fomos ate lá, quando chegamos o auditório de lá também estava cheio. Ai veio um funcionário e disse que só poderia fazer a prova quem tinha experiência. Me sinto frustrada porque vejo pessoas que se formaram muito antes de mim e também não conseguiram nada..”

Mas não e só a enfermagem que passa por essa fase difícil no mercado de trabalho, a Irmã de Amanda e assistente social, mas trabalha como auxiliar administrativa em uma empresa prestadora de serviço em um hospital  em Realengo porque não consegue emprego na área:

“ Ela já é formada a mais de dois anos e ate agora não conseguiu nada, o pessoal fala para tentar concurso, mas os hospitais públicos agora com essas OS também só esta entrando quem tem experiência ”.

Além de um mercado super concorrido esses novos profissionais ainda se deparam com a exigência da experiência profissional, mesmo para aqueles setores básicos, como clinica medica cujos conhecimentos ganhos na faculdade seriam o suficiente para que esse profissional pudesse assumir a vaga.

E se esse profissional tentar uma vaga em outra área, informar que possui ensino superior não dará nenhuma vantagem em relação a outros candidatos. Para aqueles que se formaram por uma instituição publica ou através do PROUNI, só resta lamentar o tempo perdido, mas para quem se formou com ajuda do FIES, a dor de cabeça vem porque eles terão que pagar o governo, e dependendo do valor do curso, muitos acabam inadimplentes com o FIES.

“Me lembrei da fila de emprego que enfrentei quando entrei  no supermercado Guanabara para a vaga de operadora de caixa, a diferença que antes eu achava que quando tivesse uma faculdade seria mais fácil”

Mas o que fazer diante de tal situação? Desistir de estudar?  O ideal e antes de entrar na faculdade saber como esta o mercado de trabalho para aquela profissão, quais as possibilidades que a área pode dar em termos de empregabilidade. Procure saber com quem já se formou naquela profissão como esta o mercado, se os formandos têm dificuldade de conseguir uma vaga de emprego.

Outra possibilidade e optar por um curso técnico, que além de uma formação mais rápida costuma ter mais chances de empregabilidade. No caso da enfermagem que foi dado como exemplo, os técnicos de enfermagem tem muito mais chances de conseguir uma vaga que os enfermeiros, já que os hospitais costumam dar chances a técnicos em enfermagem mesmo não tendo experiência profissional na área.

Quanto aos cursos tecnólogos que tem validade como um curso superior, o conselho é o mesmo, a pessoa precisa saber o foco deste curso, quais as empresas que aproveitam esses profissionais, já que alguns cursos são inseridos em áreas de cursos já existentes na graduação tradicional e algumas empresas preferem selecionar os bacharéis em seus processos seletivos.

Nunca desista de seu sonho, mas diante da situação que encontramos em nosso País, de estagnação econômica, de saturação no mercado de trabalho, ter uma segunda opção e a chave para não se decepcionar após tanto esforço para a conquista do diploma universitário.

Por blog UAN Noticias.

6 comentários:

  1. Ola meu nome é Andre, conclui o curso de enfermagem a um ano e tambem não consegui meu sonhado emprego. Ja fui em alguns processos seletivos e é a mesma coisa entra quem tem experiencia, mas o que me deixa mais chateado e que tem lugar que aceita experiencia como tecnico, mas poxa isso tira oportunidade de quem não e tecnico, e pelo que sei tecnico de enfermagem e uma coisa e enfermeiro e outra embora sejam da mesma profissão. Minha pior experiencia em termos de processo seletivo foi num hospital que a enfermeira responsavel teve a cara de pau de dizer que eu fui muito bem na prova mas que so estavam contratando quem tinha experiencia e me aconselhou a cursar um tecnico de enfermagem que seria mais facil eu entrar e depois ser aproveitado como enfermeiro. E o fim do mundo!

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  2. CONCORDO QUE CURSAR UMA FACULDADE NOS DIAS DE HOJE NÃO VALE TÃO APENA COMO VALIA A UNS 20 ANOS ATRAS, DAS PROFISSÕES DA SAUDE SOMENTE MEDICINA CONTINUA VALENDO APENA FAZER, MESMO SE FOR NO FIES, PORQUE TEM EMPREGO GARANTIDO, BOM SALARIO E RESPEITO NA SOCIEDADE, AS DEMAIS E PRINCIPALMENTE A ENFERMAGEM QUE AINDA POR CIMA E UMA CATEGORIA DESUNIDA, NÃO VALE APENA MAIS NAO, UMA PESSOA QUE DECIDE CURSAR ENFERMAGEM E AINDA POR CIMA COM FIES E UM SUICIDA!

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  3. A ENFERMAGEM E UMA BOSTA CHEIA DE GENTE EGOÍSTA QUE NÃO DAO OPORTUNIDADE PARA OS OUTROS ME CANSEI DA ENFERMAGEM

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  4. Sou assistente social formada em universidade pública há 4 anos. A área é saturada e a profissão mal remunerada e desvalorizada. Em todo tempo de formada, nunca consegui emprego de carteira assinada, apenas "bicos" autônomos sem contrato (cobrir plantões, tirar férias) e um contrato comissionado no qual era humilhada diariamente e ganhava uma miséria de 1.200 reais. Fiz pós na área, mas nada mudou. Não tive boas oportunidades que valessem a pena financeiramente, pois a profissão em si é muito desgastante. Desisti. Hoje trabalho como operadora de call center e ganho quase a mesma coisa q ganhava como assistente social (sendo q não preciso pagar conselho e tenho registro em CTPS). Fiz vestibular novamente esse ano. Vou mudar completamente de área.

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  5. Olha seu depoimento e muito importante, importante pela participação no Blog como por mostrar o quanto o ensino superior foi desvalorizado e as pessoas que estudam, que buscam vencer a vida por mérito acabam muitas vezes tendo seus sonhos perdidos depois de muita luta.

    Sabe vou falar um pouco de mim, sou formado em enfermagem, e também nunca consegui um emprego na área porque as empresas não valorizam a profissão. E quando digo as empresas na realidade falo dos próprios enfermeiros que são quem realizam os processos de admissão.

    Dias desses por exemplo saiu num grande site de emprego um anuncio de vaga para enfermeiro, o qual pedia experiência profissional, mas dava uma ressalva que poderia ser experiência como técnico de enfermagem!

    Mas como pode uma coisa dessas? Nenhuma outra profissão aceita esse tipo de coisa, já mais veremos uma empresa querendo contratar um farmacêutico aceitando experiência como técnico em farmácia, Nutricionista aceitando experiência como técnico em nutrição ou contratando um administrador aceitando como experiência de técnico em administração.

    A própria profissão se desvaloriza ao valorizar a experiência de técnico de enfermagem e não reconhecendo o conhecimento adquirido em cinco anos de faculdade. Porque então aumentaram o tempo de formação do enfermeiro de quatro para cinco anos?

    Era melhor então ter acabado com a graduação de enfermagem e ter criado no lugar o tecnólogo em enfermagem, assim ganhariam os técnicos que para serem tecnólogos fariam apenas uma complementação e os demais que quisessem entrar na profissão que não perderiam cinco anos de sua vida em uma universidade para após formado serem resumidos a técnicos de enfermagem com diploma universitário!

    Mas quem sabe não e isso que a enfermagem quer mesmo para si, se for então tem atualmente o que merece em todos os sentidos!

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  6. Enfermagem é um lixo. Pessoas de bem que a escolhem não sabem no que estão se metendo.
    É um verdadeiro covil de cobras. Tu não podes confiar em ninguém, inclusive tens que ficar desconfiando de todo mundo o tempo inteiro porque ver o outro se dando mal é um mantra desta profissão.
    Nunca um profissional com este curso é respeitado por mais que se aprimore. Salário ridículo, sem moral nenhuma, e com colegas de trabalho destes. Pra quê?
    Fiquei seis anos no curso para nunca conseguir um emprego. O próprio nome da profissão me dá nojo.

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