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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jornal “aGazeta”: Drama de menino de sete anos que agoniza na UTI do Hospital da Criança é o retrato da Saúde do Amapá.


A família do pequeno Rafael Soares da Silva, não teve o que comemorar no aniversario de sete anos do menino, que aconteceu na última sexta-feira (7). O garoto que tem um tumor maligno no cérebro está internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo UTI  do Hospital de Pediatria desde janeiro quando teve o quadro clínico agravado pela doença.

O sofrimento de Rafael vem se prolongando ao longo dos últimos cinco anos. De acordo com os pais, a situação piorou por que o estado negou-se a prestar a assistência médica que o menino precisava.

A mãe do menino, Cleidelene Soares da Silva, contou que o aos dois anos, o filho foi levado ao Pronto Atendimento Infantil – PAI – com dores na cabeça e principio de pneumonia. Ela contou que Rafael perdeu os movimentos das pernas e ficou com o pescoço endurecido. Foram quase sete meses internado naquela casa de saúde.

Somente após esse tempo foi que os médicos descobriram a doença do menino, isso depois dele ser submetido a uma tomografia. O resultado atestou que a criança estava com hidrocefalia – doença causada pelo acumulo de liquido em cavidades do cérebro – e um pequeno tumor próximo ao cerebelo.

A família contou que o menino foi submetido a um procedimento cirúrgico para colocar uma sonda no cérebro que permitia a retirada da secreção provocada pelo tumor.

O procedimento realizado no Amapá fez com que o menino voltasse a ter os movimentos das pernas. Passados alguns dias, Rafael passou por uma cirurgia e teve 5% do tumor retirado. De acordo com os médicos, na época o estado não disponibilizava de um aparelho que diagnosticava se o paciente estava com sinais vitais durante a cirurgia.

A família teve que viajar e levar a criança para Belém, Pará aonde o menino foi submetido ao processo de quimioterapia e radioterapia. O tratamento durou cerca de dois meses e em seguida o menino foi encaminhado para a cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, onde Rafael passou por uma nova cirurgia.

Nessa altura, a doença já havia se desenvolvido. Os médicos paulista conseguiram remover o tumor quase que na sua totalidade que ficou reduzido ao tamanho de um grão de arroz. Segundo os médicos, a retirada total poderia causar a morte do paciente. Por isso optaram em elimina-lo com o tratamento de quimioterapia.

Após o tratamento em São Paulo, a família retornou para Macapá. Os pais contaram que o menino voltou a ter uma vida aparentemente normal. Passados alguns anos, Rafael voltou a se queixar de dores na cabeça. No mês de dezembro do ano passado, Reginaldo de Jesus, pai do menino, levou o filho para ser atendido no Pronto Atendimento Infantil – PAI.

Segundo ele no PAI, os diagnósticos diziam que o menino apresentava um quadro de pneumonia, porém, Rafael não parava de se queixar das dores na cabeça. No dia 12 de dezembro, graças à solidariedade de uma mulher, que pagou a tomografia, o menino realizou o exame onde acabou sendo diagnosticado que o tumor havia se desenvolvido.

No dia 21 de janeiro, o estado grave da criança se agravou e ele retornou ao PAI onde ficou internado. Por conta do estado clinico, Rafael teve ser encaminhado para a UTI.

A família denuncia o descaso pelo qual a doença do menino foi tratada pelo estado. Por conta da gravidade, Rafael teria que ser submetido a uma cirurgia, que não aconteceu por falta de um medicamento conhecido como gelfoan – gel absorvível usado durante procedimentos cirúrgicos. Por causa da falta deste medicamento, a cirurgia do garoto teve que ser desmarcada por três vezes. 

O medicamento foi doado por médicos do Hospital de Barretos(SP) que visitaram o menino na UTI e está com a família agurdando a nova data para a cirurgia.

Se não bastasse o medicamento, o estado se negou a doar o suprimento alimentar recomendado pelos médicos, um composto de amido de milho conhecido como “espessante alimentar”. Segundo os pais de Rafael, o estado teria dito que não havia dinheiro para comprar o produto que em São Paulo custa cerca de R$ 150 a lata.

Após uma pressão movida por um advogado da capital, que resultava em multa ao estado no valor de R$ 3 mil por dia de atraso, a família acabou recebendo o produto.

Estado critico

A demora na realização da cirurgia acabou agravando o estado clinico de Rafael que de acordo com a família, acabou adquirindo uma bactéria na UIT que causou a perda nos movimentos das pernas e braços, a fala, a visão do olho esquerdo e parte no olho direito.

Cleidelene relatou que os médicos dizem que o filho ainda esta vivo, por que respira com a ajuda de aparelhos. Reginaldo contou que o filho responde apenas com lagrimas, quando ouve a voz do pai. Segundo a mãe, o filho está muito deblitado, pesando cerca de 8 quilos.

Os pais tem esperança que o quadro clinico de Rafael possa se reverter, porém, culpam a negligencia do estado como principal causa para o agravamento da doença de Rafael.

Fonte: a Gazeta

OPINIÃO

E um absurdo ler essa noticia e ver todo o sofrimento dessa família. O estado se negar em comprar uma lata de suplemento alimentar de 150 reais?! Mas para coisas sem importância os políticos desses lugares arrumam dinheiro ate do inferno. Quando a escola de samba Beija Flor homenageou Macapá teve patrocínio milionário deste estado.

Infelizmente nascer pobre num País como o nosso, e ser condenado ao sofrimento e a humilhação. Desejo a essa família força, e que Deus possa fazer o que seja de sua vontade, que esse pequenino possa ter atenuado esse sofrimento todo.

Uanderson


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