Rio de Janeiro - Brasil

terça-feira, 13 de novembro de 2012

É a política brasileira agindo em “bando”....



Quando na adolescência, lembro-me das rinchas que muitas vezes havia dentre grupos de aluno na sala de aula. Essas rinchas, algumas vezes terminava em pancadaria fora do colegio entre “grupos rivais”.

Essa rivalidade, sempre por motivos banais, muitas vezes era para competir por garotas, mostrar quem era o mais forte do grupo e por ai vai. Mas também havia as rincham covardes, em que um grupo de alunos implicavam com um individuo, às vezes por causa da popularidade deste no colegio, isso incomodava certos “bandos”, que formavam patotas e, em muitas ocasiões atacavam esses “perseguidos”, vários contra um.

Ate hoje isso ainda existe em escolas pelo País a fora. Eu pensava, que isso era coisa de adolescente, e que quando na vida adulta esse comportamento infantil e covarde tenderia se extinguir, dando lugar a conversa, comportamento esperado em pessoas adultas e civilizadas.

Vejo porem que alguns indivíduos crescem mas não amadurecem e continuam, agir como em época escolar, andando em “bandos”, formando “patotas”, atacando um individuo por implicância. Esse comportamento e nítido na política brasileira.

Os deputados agiram como “patotas”, contra o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, que em desvantagem não tem como sequer brigar pelos direitos adquiridos pela constituição, que no Brasil talvez sirva apenas para limpar a bunda!

Essa atitude dos nobres deputados abre um precedente, pois já que da mesma forma que agindo em bando tiraram os royalties do Rio, podem fazer o mesmo para qualquer outra coisa que seja de seus interesses, saqueando uns aos outros, usando uma pseudo democracia para atingir seus objetivos, democracia na visão deles, mas na realidade é uma anarquia.

Hoje segundo a Folha de São Paulo, prefeitos dos municípios não produtores pressionaram a presidente Dilma a sancionar o texto como esta, e o "nobre" Jose Sarney deu apoio a essa possível sansão presidencial, dizendo que dessa forma “ iria apaziguar a disputa pelos royalties”. Ele contudo não fez qualquer comentário dos prejuízos aos estados produtores caso a presidente sancione essa aberração.

Talvez esse apoio seja pelo fato que o Maranhão, estado do "ilustre" Sarney, ser um dos locais mais pobres da America Latina, com um dos piores índices de desenvolvimento humano, por isso essa “grana” poderá ser útil, não necessariamente para o povo, é claro!

Sarney deve saber que os royalties não é um imposto em sim uma compensação aos danos causados a exploração petrolífera dos produtores, como também do ICMS do petróleo que e cobrado no destino e não na origem, que beneficiou São Paulo na constituição de 1988. Todos os produtos podem ser cobrados na origem, exceto o petróleo, isso beneficiou São Paulo porque esse e o maior consumidor dos derivados do petróleo.

Acredito que a posição dos deputados e tão hostil e danosa que não afetara apenas o Rio, como disse anteriormente, abrirá um precedente, para que daqui para frente, as bancadas dos estados formem seus “bandos” agindo em grupo, poderão a partir de então criar uma guerra entre os entes federados sem precedentes, que neste caso, vejo que seria melhor então a dissolução desta federação, afinal quando não existe respeito entre os estados e a rincha e hostilidades comanda as ações políticas, perde-se então a noção de País e vira zona.

Por Uanderson  

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