Rio de Janeiro - Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Jornalismo superficial da Globo pouco ajuda no debate das questões sócias, como segurança publica.



A TV Globo não é a única emissora de TV no Brasil, do mesmo modo não é a única que deveria ter um compromisso social com a população além de entreter. Mas  pela importância que possui, sendo a 3ª maior rede de televisão do mundo, líder de audiência no Brasil, a Globo querendo ou não acaba sendo uma espécie de porta voz da sociedade, e por isso e mais cobrada comparada as demais emissoras de TV.

O jornalismo do canal e o mais importante dentre os demais veículos da imprensa, ate pelos motivos já explicitados e o jornal Nacional, jornalístico mais assistido do País exibido em horário nobre é a janela que se poderia ir além de noticias requentadas mostradas durante todo o dia por outros jornalísticos e ainda por cima de forma superficial.

Hoje 20/05 O JN mostrou a repercussão da morte do medico cardiologista esfaqueado na Lagoa, bairro da zona sul do Rio. Uma matéria superficial sem acrescentar o que já tinha sido abordado pelos outros noticiários . Poderiam ter se aprofundado mais ao invés de noticiar como  "mais um caso da violência do Rio de Janeiro", assim como a repórter anunciou.

Poderiam ter levado em discussão que esse caso de violência mais uma vez tem menores como suspeitos do crime, menores que vem barbarizando com atos de violência em seus assaltos, esfaqueando suas vitimas, mesmo modo que já foi visto num caso recente onde um homem foi esfaqueado num ponto de ônibus no centro do Rio.

Dois desses menores já tinham passagens pela policia, e foram soltos por ordem judicial. Esse absurdo de menores infratores serem liberados pela justiça aumenta a sensação de impunidade que esses projetos de demônios possuem. A questão da redução da maioridade penal ainda não foi aprovado.

O Jornal Nacional se limitou a colocar uma fala do governador Pezão reclamando da justiça que manda soltar bandidos e de um desembargador dizendo que o problema seria falta de policiamento. Na realidade são três fatores:

Falta de Policiamento;

Leis brandas sim que não se adequam ao banditismo de hoje gerando sim sensação de impunidade, o cara e preso num dia, logo estará solto;

E óbvio falta de bom senso de alguns magistrados em dar liberdade para marginais de maior e os “de menor” mesmo com varias passagens pela policia.

No inicio deste mês a decisão da justiça em liberar dezenas de menores infratores causou muita polêmica. E isso deveria ser levado em discussão sim e um telejornal com tamanha audiência do Jornal Nacional seria um ótimo palco para lançar essa discussão, ate para sensibilizar nosso legislativo que é quem elabora nossas leis para modificar nosso código penal, criando leis mais rígidas.

Leiam:


Não adianta apenas jogar pedra na policia militar, o Rio de Janeiro  é a segunda maior metrópole deste País e uma das maiores do mundo, que por conta de governos omissos e uma das maiores desigualdades sociais do planeta promoveu uma cidade rodeada por favelas, não há como por um policial a cada esquina.

E importante ter leis que cooperem com a ação da policia, não pode um cara ser preso hoje e amanha ser beneficiado por bizarrices como o direito de visitar a família, o cara sai da cadeia e não volta, assim estão barbarizando por ai vários traficantes que foram presos e conseguiram voltar as ruas graças a tais benefícios.

Precisamos discutir isso seriamente, parar com isso de só falar da violência do Rio de Janeiro como se isso fosse uma espécie particularidade especial da cidade, como o morro do pão de açúcar, a violência no Rio existe por ineficiência da policia, mas também por leis que precisam ser mudadas, mas nossos políticos, digo mais uma vez, estão preocupados com sexualidade e religião, e assim o tempo passa e as coisas continuam como estão!

Portanto acho que a maior mudança que o JN deveria ter feito, não era apenas novidade no cenário ou uma nova garota do tempo que o sotaque me lembra muito o Faustão, só falta falar o “tô louco meu vai chover hoje!”. 

Deveriam ter saído da mesmice o publico não quer um jornal ajeitadinho com apresentadores forçando uma descontração, não precisamos de jornalistas palhaços precisamos de jornalismo dinâmico aprofundado que leve em debate assuntos de grande importância como o de segurança publica. Parece-me que o JN preferiu o feijão com arroz.
  
 Por Uanderson de Aquino.

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