Rio de Janeiro - Brasil

sábado, 2 de maio de 2015

Empresas terceirizadas da saúde cobram taxa de inscrição em processo seletivo como se fosse concurso publico.




Cada dia que passa as coisas para o trabalhador se tornam mais difíceis, e coisas absurdas que há um tempo não era comum hoje esta ocorrendo e ninguém se da conta do absurdo.

O artigo de hoje vem chamar a atenção sobre os processos seletivos promovidos pelas organizações sociais, mais conhecidas como “OS” que administram varias unidades de saúde tanto do Estado quanto do município do Rio de Janeiro.

Atualmente há um processo seletivo em andamento por uma OS que administra o hospital da Mulher em Bangu, zona oeste do Rio. É de se chamar a atenção pois essas organizações sociais na realidade são empresas terceirizadas o qual o poder publico, seja a secretaria estadual ou municipal contrata para gerir uma unidade de saúde.

Não e diferente de outras empresas terceirizadas, a diferença e que as OS são responsáveis pela gestão e contratação de todo o pessoal da unidade, do medico ao recepcionista, já as empresas terceirizadas comuns geralmente ficam encarregadas por uma área especifica, como exemplo o serviço de limpeza.

Para ficar mais claro, vou dar exemplo de um banco, normalmente ele contrata uma empresa terceirizada para fazer o trabalho de limpeza, enquanto as áreas que são próprias do banco, que é a parte financeira, como a contratação de bancários e por conta do próprio banco,

Assim era nos hospitais públicos que contratavam empresas terceirizadas para áreas de limpeza e administrativa, enquanto a atividade fim, médicos, enfermeiros, etc.. eram a cargo do hospital, da secretaria de saúde.

As OS passaram a administrar toda a unidade. Mas elas são empresas como outras tais, embora se autointitule como sem fins lucrativos, dificilmente alguém criaria uma empresa para prestar um serviço sem ganhar nada em troca.

O problema e que muitas dessas organizações sociais quando abrem seus processos de seleção cobram taxa de inscrição como se isso fosse um concurso publico e muitas pessoas se enganam pensando que ao serem aprovadas serão contratados pelas respectivas secretarias de saúde, o que não vai acontecer, a contratação dos aprovados será de responsabilidade da organização social, não terão nenhum vinculo com o estado ou município.

No exemplo que dei do processo seletivo para o hospital da Mulher em Bangu, e cobrado uma taxa de 40 reais. Já pensaram se isso vira moda e empresas como o Carrefour por exemplo comecem a cobrar taxas para seus processos de admissão?

É um absurdo que esta passando na cara de todo mundo e ninguém ver que isso e um desrespeito, há muitas pessoas participando desses processos de seleção achando que passando se tornarão servidores públicos. Se um dia essas empresas perderem o contrato seja com o estado ou município vai sair tanto a empresa como seus funcionários que serão demitidos pelas mesmas.

As pessoas precisam diferenciar uma organização social de uma fundão publica, como por exemplo a empresa recém criada pela prefeitura do Rio de Janeiro a Rio Saúde que abriu um processo seletivo recente. A Rio Saúde é uma autarquia, ou seja uma empresa que pertence ao município do Rio, seus funcionários serão servidores da administração indireta, como por exemplo a Comlurb.

Uma organização social não, é uma empresa contratada para gerir uma unidade de saúde por tempo determinado por contrato que pode ser renovado ou não e os contratados admitidos pelos processos seletivos organizados por essas entidades serão funcionários dela e não do órgão publico, podendo ser demitidos a qualquer tempo, se a OS perder o contrato, como já disse acima, todos funcionários dela sairão e qualquer questão trabalhista terá que ser resolvida com a empresa e não com o órgão publico, por isso a cobrança dessas taxas no valor de um concurso publico propriamente dito é um absurdo!

Fica o alerta do blog aos candidatos, será que vale apena pagar taxas como essa de 40 reais para uma empresa particular afim de participar de um processo seletivo?

Uanderson de Aquino.

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