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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mulheres médicas são maioria entre os jovens formandos em medicina.



Levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), com base em seus registros profissionais, revela que o perfil populacional dos médicos paulistas passa por mudanças importantes. Dois fenômenos estão em curso: a feminização, com entrada maciça de mulheres na profissão médica nos últimos anos; e a juvenização, que consiste na diminuição progressiva da média de idade dos médicos ativos e do aumento do contingente de indivíduos com idade inferior a 40 anos.

“Essas mudanças são elementos estruturantes da evolução da Medicina e, possivelmente, terão reflexos nas práticas médicas e na organização do sistema de saúde”, afirma o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior.

A presença crescente de mais mulheres e jovens na profissão coincide com o aumento exponencial do número de médicos no Estado nas últimas décadas. O total de profissionais ativos em São Paulo, em agosto de 2011, era de 106.314. São 92.651 médicos a mais que os 13.663 que atuavam no ano de 1970, e 51.063 a mais que os 51.251 ativos em 1990. “Isso é reflexo da abertura de vários cursos de Medicina em São Paulo e da migração profissional atraída pelo mercado de trabalho médico paulista”, avalia Azevedo.

Segundo o jornal Folha de São Paulo que fez uma extensa matéria sobre o assunto, dados do exame obrigatório para os novos formandos em medicina em São Paulo mostram que o perfil dessas jovens é, moram com os pais, nunca trabalharam, frequentaram cursinhos para conseguir uma vaga no curso mais disputado nas faculdades brasileiras e são provenientes de famílias que recebem em media dez salários mínimos.

Pelo perfil percebe-se um fenômeno de feminização da medicina porém a profissão continua sendo elitizada. Esses dados são interessantes por mostrar que essa feminização é algo irreversível e atinge todas as profissões da área da saúde, algo que eu já discursei neste blog.

Mês passado publiquei o artigo sobre a enfermagem cujo o tema era o sexismo na profissão. Na maioria das profissões via-se um predomínio do masculino sobre o feminino, em que as mulheres saiam em desvantagem em vários aspectos como o salarial, ganhando menos que os homens muitas vezes desempenhando a mesma atividade profissional.

Na enfermagem vemos que existe um preconceito com o homem na profissão, mesmo ainda hoje existe resistência do ingresso dos homens em algumas áreas dentro da enfermagem. A justificativa que algumas figuras importantes da enfermagem dão para essa postura seria que a enfermagem seria uma profissão majoritariamente feminina.

Pois bem, a medicina que ate então era uma profissão dita masculina, onde o artigo “O” é muito bem empregado nos livros acadêmicos tanto médicos quanto de enfermagem, como o “Brunner”, também esta ficando majoritariamente feminina, mas pelo menos na medicina, eles sabem que o mais importante dentro da profissão é o profissional independente do gênero. Apesar dos bons anos já como uma profissão institucionalizada, a enfermagem ainda tem muito o que aprender com os doutores(as)

Fonte de dados:
Cremesp
Por Uanderson de Aquino

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