Rio de Janeiro - Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Governo do Rio corta verba para saúde e transforma hospitais em depósitos de lixo.



Durante a campanha na ultima eleição para presidente e governador, vimos muitos candidatos a reeleição mostrando grandes feitos em seus governos, dizendo que o próximo seria melhor que o anterior.

Para presidente da republica não preciso nem falar porque todos os brasileiros estão vendo o “ótimo” negocio que foi a reeleição da presidente Dilma.

O artigo e sobre o que se transformou o estado do Rio de Janeiro nesses primeiros meses do ano, com mais um mandato do governador Pezão.  Ate o ano passado o Rio era mostrado como um estado próspero, com a menor taxa de desemprego do País.

Porem logo no dia da posse em seu segundo mandato, Pezão tratou de informar aos cidadãos do Rio que o estado estava com as cordas no pescoço devido à crise financeiro do País e também pela queda no preço de petróleo e a redução nos royalties da exploração petrolífera no estado.  

E para superar essa queda na arrecadação Pezão anunciou corte em todas as secretarias. O resultado não tardou e logo se viu falta de policiamento devido corte nas despesas da polícia como em combustível para abastecer as viaturas.

Na área da saúde esta um caos, a secretaria de saúde esta atrasando o repasse de verba para as empresas prestadoras de serviços, como limpeza, e hospitais de referencia como o Rocha Faria em Campo Grande, zona oeste do Rio se transformou em deposito de lixo porque os funcionários da limpeza pararam de trabalhar por não estarem recebendo seus salários.

Em outras unidades de saúde do estado o problema se repete a secretaria não paga as prestadoras de serviços, estas por sua vez não podem pagar seus funcionários que sem pagamento já estão faltando o trabalho. Já esta havendo falta de maqueiros e funcionários administrativos.

Nas unidades que são administrados pelas organizações sociais o problema e ainda maior porque as prestadoras de serviços, as OS, administram todo o hospital contratando desde o recepcionista ao medico e com isso o atendimento já esta sendo prejudicado porque sem salários já estão faltando médicos, pessoal da cozinha, deixando pacientes e funcionários sem alimentação.

A questão é, houve queda nos royalties do petróleo, a Petrobras esta em crise, ok! O estado vai ter que fazer cortes para poder colocar a maquina publica para funcionar, ok! Mas um cérebro inteligente deveria ter dito ao governado que a setores que não deveriam haver cortes, que devem ser preservados a todo custo se não quiser promover um caos total.

Segurança publica e saúde são áreas fundamentais que jamais deveriam ter entrado nesses cortes, mas o estado irresponsavelmente fez. Se o estado do Rio de Janeiro é totalmente dependente dos recursos do petróleo e por culpa do governo atual que faz parte das administrações anteriores, são três gestões consecutivas do PMDB de Cabral em companhia.

Eles tiveram tempo o suficiente para trabalhar na economia do estado, deveriam ter investido mais em infraestrutura para que o estado atraísse mais indústrias, dinamizasse a economia fluminense para que dependesse menos da exploração do petróleo e da Petrobras.

Porem como o dinheiro do petróleo estava entrando a rodo nos cofres, para que se preocupar com o futuro? Além disso o estado praticamente entregou toda rede hospitalar para as organizações sociais aumentando ainda mais o custo, pois um funcionário de uma OS custa muito mais que um servidor concursado.

Agora com uma maquina publica completamente pesada, cara de mais sem o dinheiro dos royalties o estado esta tendo dificuldade de repassar verba para essas empresas que para também não quebrarem estão demitindo funcionários, atrasando pagamento e logicamente tudo isso esta se refletindo no atendimento a população.

Tudo isso é uma crise anunciada e que o ministério publico deveria estar em cima porque decisões de um grupo esta prejudicando o dia a dia da população do segundo estado em importância para o País e que ainda terá o abacaxi de sediar as Olimpíadas em 2016.

Por Uanderson de Aquino


2 comentários:

  1. Os cortes foram feitos para que a economia se estabilizasse novamente. Todos os setores foram afetados direta ou indiretamente. Tenho convicção de que o governador dará uma atenção especial principalmente aos serviços essenciais assim que a economia do Estado melhorar.

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