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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

estudante de enfermagem de 22 anos morre apos recusa de atendimento pelo Samu


Foi confirmada na tarde desta quarta-feira a morte da estudante de enfermagem Gabriela Franciscatto, 22 anos. Ela passou mal na segunda-feira, mas não foi atendida pelo Samu, pois a amiga que pediu socorro não estava no mesmo local que Gabriela.

Ela morreu na noite desta terça-feira no Hospital Dom Vicente Scherer. Segundo amigos, ela teve um AVC hemorrágico.

Às 11h desta segunda-feira, Lorena da Silva, 40 anos, recebeu uma ligação de socorro de Gabriela, que é de Frederico Westphalen, no norte do Estado, e morava sozinha em um apartamento na Cidade Baixa. Ela dizia que estava com muita dor de cabeça e não sentia um lado do corpo.

Lorena tentou acalmar a amiga, pediu para ela chamar o síndico do prédio ou amigas que estivessem mais próximas, já que não estava na cidade, enquanto isso ela ligaria para o Samu.

Em seguida, Lorena entrou em contato com o Samu e explicou a situação. No entanto, recebeu a informação do atendente que nada poderia ser feito, pois o chamado deveria partir da própria vítima ou de alguém que estivesse ao lado dela, assim o médico poderia avaliar a situação e mandar ajuda, se necessário.

Nervosa, ela ligou para Gabriela, explicou o que o Samu disse e voltou a pedir que ela chamasse ajuda de alguém que estivesse mais próximo, caso não conseguisse, voltasse a ligar.

Gabriela chegou ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) apenas às 15h, levada por amigos. No final da tarde foi transferida para o Hospital Dom Vicente Scherer.

Na terça-feira, um grupo, formado por cerca de 50 alunos alunos do Instituto Porto Alegre (IPA), se colocou em círculo na frente das ambulâncias do Samu, com fitas e balões pretos, e rezou por Gabriela. O HPS não confirma se ela teve um AVC.

Contraponto

De acordo com o médico responsável técnico pelo Samu em Porto Alegre, Jader Gus, o protocolo do serviço exige que o chamado para atendimento seja feito pela própria vítima ou por alguém que esteja no mesmo local que ela. A exigência visa evitar trotes e fornecer o maior número de detalhes possível, a fim de atender a vítima da melhor maneira.

Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3523035.xml

Opinião:
Protocolo, e mais protocolo, uma burocracia e uma morte estúpida de uma jovem que talvez poderia ser evitada. Pelo que pude entender, a jovem deve ter sido vitima de um aneurisma cerebral. Condolências a família da jovem.

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