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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Brasil pode ser a 4ª maior economia do mundo até 2050, diz estudo


O Brasil pode tornar-se a quarta maior economia do mundo até 2050, atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia. Atualmente ocupando a sétima posição, o Brasil passaria Japão, Alemanha e Rússia entre as maiores potencias econômicas do planeta.

A estimativa é de um estudo sobre os países emergentes --os Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).
O estudo projeta as tendências considerando dados de demografia, investimentos, níveis de educação e avanço tecnológico dos países.
A China deve superar os EUA em termos de paridade de poder de compra até 2017, e em termos de taxas de câmbio de mercado até 2027. Já a Índia deve assumir a terceira posição até 2050, "bem à frente do Brasil, que deve subir para o quarto lugar, acima do Japão", segundo o estudo.

A análise da PwC pontua que a Rússia poderá superar a Alemanha como maior economia da Europa em termos de paridade de poder de compra antes de 2020, e em taxas de câmbio de mercado por volta de 2035.

Economias emergentes, como México e Indonésia, podem se tornar maiores que Reino Unido e França até 2050, e a Turquia deve superar a Itália. O estudo considera que, de 2011 a 2050, as economias emergentes devem crescer por volta de 4% a cada ano, enquanto as economias já desenvolvidas avançarão cerca de 2% ou menos anualmente.

Segundo o estudo, "a crise financeira global acelerou o processo de mudança do centro de gravidade econômica mundial, definindo que a China, os Estados Unidos e a Índia possuem potencial para serem as três maiores economias do planeta até 2050. Além disso, o Brasil destaca-se por apresentar fortes indícios de que passará o Japão e ocupará a quarta posição nesse ranking, no mesmo período".

O relatório, porém, aponta alguns riscos políticos e macroeconômicos que ameaçam o crescimento dos países emergentes, caso do Brasil. Segundo o estudo, a excessiva dependência das receitas do petróleo e gás pode ser um problema para o país.

China, Índia, Brasil e outros mercados emergentes destacadas no estudo ganharão importância não somente por oferecer menores custos de produção, mas também pelo tamanho de seus crescentes mercados de consumo.

"Num período em que a tendência de crescimento global nas economias desenvolvidas é estimada em não mais que 2%, as empresas terão que olhar cada vez mais para estas regiões se quiserem crescer", afirma John Hawksworth, economista-chefe da PwC no Reino Unido e coautor do relatório. (UOL)

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