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domingo, 29 de abril de 2012

Padrasto é preso suspeito de torturar e estuprar dois enteados, em Goiás



Um homem de 27 anos foi preso, na manhã desta quinta-feira (26), suspeito de torturar os enteados, de 5 e 6 anos, e estuprar um deles, em Aparecida de Goiânia. Segundo a delegada Myrian Vidal, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), os meninos sofriam castigos como choque nos testículos e queimaduras de cigarro pelo corpo. Um deles teve uma agulhada introduzida no joelho.
De acordo com a delegada, as crianças relataram que o padrasto colocava um fio na tomada e dava choque nas partes genitais quando eles não cumpriam os deveres escolares corretamente ou fazia algo que o desagradava. O irmão mais velho conta que o homem apagava o cigarro no corpo do garoto. Os abusos teriam começado há cerca de seis meses.
Exames do Instituto Médico Legal (IML) comprovoram todas as agressões relatadas pela crianças. "Eles apresentam queimaduras e manchas pretas na região inguinal", diz Myrian
Estupro
Ao relatar a primeira vez que foi estuprado, o menino mais velho lembrava o dia, o mês e ano. A precisão da data chamou a atenção da delegada, que ao questioná-lo descobriu que o violência aconteceu no dia do aniversário de 6 anos do garoto. "A criança lembrava do fato por ter ganhado uma bicicleta, mas não pode andar porque doía muito", disse Myrian.
Na delegacia, a vítima do estupro afirmou que, para ele não gritar, o padrasto tampou a boca dele com uma fita adesiva. Ele também contou que teve sangramento durante o dia inteiro. O abuso sexual teria acontecido por duas vezes.
Agulha
A polícia chegou até o padrasto depois que a mãe levou a criança de 5 anos a um Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais), reclamando de dores no joelho. Um exame de radiografia constatou um corpo estranho no local e o menino foi levado para o Hospital das Clínicas (HC) para a retirada do objeto. No HC, antes da cirurgia, a mulher fugiu levando a criança.
Os médicos informaram o Conselho Tutelar, que acionou a Depai. Além da criança de 5 anos, com a agulha no joelho, a delegada decidiu ouvir o menino de 6 e tomou conhecimento do caso. Os garotos disseram que nunca contaram nada à mãe.
Em depoimento, a mãe negou ter conhecimento das agressões, mas Myrian Vidal deve indiciá-la por negligência. "É impossível ela não ter percebido, as marcas são muito fortes. As queimaduras por choque chegaram a inflamar", alega. As crianças estão sob os cuidados de avós.
O padrasto negou os crimes. Em um primeiro momento, segundo a delegada, ele disse se tratar de invenção dos meninos. Confrontado com os exames do IML e Hospital das Clínicas, alegou não saber como as agressões ocorreram. O supeito cumpre prisão preventiva e será indiciado por tortura, com agravante das duas vítimas serem menores de idade, e estupro de vulnerável. Ele está preso na carceragem da Depai.
Fonte:

OPINIÃO
Estou estarrecido com tamanha barbárie que esses meninos sofreram nas mãos desse mostro. Ambas as crianças precisarão daqui para frente de apoio psicológico, mas o menino mais velho que alem das torturas como queimaduras e choques, ainda sofreu violência sexual, precisara de ajuda integrada, multiprofissional e também porque não dizer espiritual.
A violência sexual ficou entranhado, ate porque foi no dia em que completava seis anos, e o deixou muito ferido, como informa a reportagem. O trauma pode gerar conflitos para sua identidade sexual, assim que entrar na puberdade. Muitos homens que sofreram violência sexual na infância, sofrem com esse conflito, e algumas passam por dificuldade de relacionamentos afetivo com pessoas do sexo oposto, já que fica na mente o fato de ser homem, mas ter sido abusado por outro.
Diante de tudo isso pergunto: e mãe? Como pode nunca ter percebido nada? Na reportagem as crianças informaram a delegada que nunca falaram nada com a mãe( o “padrasto” deveria os ameaçar), mas como a própria delegada indagou: como essa mãe não percebeu nada já que os ferimentos das torturas são visíveis, marcas de objetos quentes, queimaduras de choque elétricos que provocaram inflamações.
A mãe com certeza deveria sim desconfiar, tanto que quando ela levou o menino mais novo para o hospital e foi diagnosticado que o garoto estava com uma agulha no joelho, ela fugiu, ou seja logo percebeu que seria pega, imaginando talvez que a policia poderia a incriminar por tal violência. Na realidade foi a atuação incisiva dos profissionais de saúde em contactar o conselho tutelar que salvou as crianças de seus algozes, já que se assim não fosse, estas continuariam a sofrer os abusos desse patife.
Eu pergunto novamente: O que essas P.O.R.R.A.S dessas mulheres tem na cabeça em proteger seus parceiros estando estampando que seus filhos estão sofrendo abusos? Esse não e o primeiro caso de mães que mesmo vendo que seus filhos sofrem nas mãos de seus conjugues, fingem não ver. O amor, ou seja lar o nome que se possa dar a isso, e maior que o amor de mãe? Para mim uma mãe que sabe, ou pelo menos percebe que seus filhos sofrem abusos por parte de seu companheiro, e nada faz, é tão criminosa quanto quem comete, a omissão, para mim e o mesmo que ser cúmplice.
Ambos devem ir para cadeia, e o “saco de bosta”( o padrasto), deveria ir para cela comum, para provar do próprio veneno, e virar mulherzinha dos colegas na cadeia. Reclusão nesses casos para mim e pouco, daqui a alguns anos estará á solta, e quem sabe fazendo outras vitimas, caso encontre outra mulher incompetente como mãe.
Já os meninos como disse anteriormente, precisara de muita ajuda da família e de profissionais especializados, para que possam crescer saudáveis psicologicamente, tentando minimizar o Maximo possível tal brutalidade sofrida na infância, já que inevitavelmente isso ficara em suas memórias.
Se você souber de crianças que estejam sofrendo qualquer tipo de violência e não possuem amparo de parentes, denuncie para o disk denuncia, sua identidade não será revelada, as ligações são em anonimato. Disk 100 em telefone fixo ou móvel. Este canal e do governo federal funciona 08 as 22h, inclusive finais de semana. Esse serviço e especializado justamente para o recebimento de denuncias de crimes cometidos contra crianças e adolescentes. As denuncias recebidas são encaminhadas aos órgãos competentes. As chamadas são gratuitas.

Por Uanderson



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