Rio de Janeiro - Brasil

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Criança que ingeriu ácido no lugar de remédio em hospital passa por cirurgia



O menino Alan, de 2 anos, que ingeriu ácido ao invés de um medicamento usado na preparação para o exame de tomografia, passa por uma cirurgia na manhã desta quarta-feira no Hospital Felício Rocho, no Barro Preto. Em uma entrevista coletiva, o hospital informou que o procedimento consiste na introdução de uma câmera que vai verificar se o estômago da criança foi afetado peal substância ingerida. Dependendo do resultado, os médicos poderão colocar uma sonda para que Alan passe a receber alimentos não sólidos.
A troca dos medicamentos teria ocorrido no Hospital São Camilo, no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte, no último domingo, quando o menino se preparava para fazer uma tomografia após bater a cabeça em casa, no Bairro Jardim dos Comerciários, Região de Venda Nova.
Ao invés de ministrar um sedativo, uma enfermeira( técnica de enfermagem) teria dado à criança uma substância ácida usada para cauterizar verrugas. Alan rejeitou parte da substância e, algum tempo depois, apareceram manchas na boca e no rosto indicando queimaduras. O menino foi examinado e chegou a ser liberada para voltar ao hospital no dia seguinte, mas precisou voltar ao São Camilo.

Na tarde de terça-feira, ele foi transferido para o Hospital Felício Rocho. Ele passou por uma endoscopia, que apontou uma grave inflamação no esôfago, compatível com a ingestão de substância ácida. Desde então, a criança é alimentada com soro.
Em nota, o Hospital São Camilo confirmou que houve a troca de medicamentos por parte de uma enfermeira( técnica de enfermagem) que atendeu a criança. A instituição lamentou o caso, inédito no hospital, informando ainda que prestou todos os esclarecimentos à família e que continua dando assistência ao paciente. A transferência da criança para o Hospital Felício Rocho, referência no serviço de endoscopia, teria sido feita por iniciativa do São Camilo para uma avaliação mais rigorosa.
Do Estado de Minas

Fonte:

Opinião

Primeiramente mais uma vez, os jornalistas não se importam em informar de forma correta a profissão alheia. Para eles enfermagem e uma coisa só, e todo mundo enfermeiro(a).
Para os desentendidos de plantão, a enfermagem e uma profissão dividida em três categorias profissionais. Auxiliar de enfermagem, exige-se ensino fundamental, em um curso ministrado de 6 meses a um ano, onde o profissional estará apto a exercer atividades elementar na enfermagem.
Técnico de enfermagem, exigi-se ensino médio em curso ministrado de  um ano e oito meses a dois anos, tornando-se apto a atividades na enfermagem mais elaboradas. Na pratica na atualidade, auxiliar e técnico de enfermagem fazem a mesma coisa, ate porque o curso de auxiliar vem sendo abolido, e os auxiliares de enfermagem estão tendo que fazer complementação para técnico.
Enfermeiro, exigi-se formação universitária em curso ministrado em 5 anos, tornando o profissional apto a exercer atividades complexas na área da assistência ao paciente, alem de outras possibilidades como obstetrícia, saúde publica, etc...
Agora voltando a reportagem, infelizmente mais uma noticia triste envolvendo profissionais desqualificados da enfermagem, que embora sejam a minoria, sujam toda a classe profissional.
Na reportagem exibida na TV, a mãe da criança informa que quando percebeu que a criança estava apresentando uma reação logo após ter recebido a “medicação”, foi atrás da técnica de enfermagem que mesmo vendo a criança com a boca e garganta  inchados e com aspecto esbranquiçados, disse que era uma reação normal da medicação.
A mãe da criança então correu atrás da medica que constatou que foi administrado algo estranho e não medicamento. Que tipo de profissional esse que não se importou em analisar o que realmente estava ocorrendo? Fatalidade?

Isso e a realidade da enfermagem hoje, com um curso, seja técnico, ou superior em cada esquina, como açougue, a qualidade da formação não e importante, o que importa e encher sala de aula cobrando preços “baratinhos” para atrair a clientela, que só quer diploma.

Além disso é sabido, que a enfermagem é a profissional com maior contingente de trabalhadores na área da saúde, que por baixa remuneração trabalha horas exorbitantes. Ate hoje a profissão luta para redução de sua carga horária, a luta pelas 24h semanais tem enfrentado resistências no congresso por representantes dos empresários, muitos são médicos.
Enquanto a carga horária não é reduzida e a remuneração continuar baixa, ainda veremos muitos profissionais fazendo 36, 48 horas e ate mais do que isso, e obviamente o resultado são os piores possíveis. Não sei se foi excesso de trabalho que possa ter levado a profissional ao erro, logicamente uma coisa não justifica a outra, afinal estamos trabalhando com vidas, e um erro, por maior que possa ser a indenização futura, jamais pagará a vida de quem se foi.
Uanderson





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