Rio de Janeiro - Brasil

sábado, 29 de novembro de 2014

Polícia investiga morte e possível omissão de socorro no Rio Water Planet.

A Polícia Civil investiga morte decorrente de suposta omissão de socorro no principal parque aquático da cidade, o Rio Water Planet, em Vargem Grande, na Zona Oeste. Segundo o delegado Marco Cipriano, o inquérito instaurado no dia 22, na 42ª DP (Recreio), como remoção do cadáver de Natália Soares Silva Nascimento, de 14 anos, pode incriminar o corpo médico do estabelecimento. Isto porque depoimentos de testemunhas apontam que a menina agonizou por cerca de meia hora, à beira de uma piscina, sem atendimento, até ser levada para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde foi declarado o óbito.

Segundo a mãe da adolescente, Verônica Soares, Natália participava de excursão com amigos da igreja evangélica que frequentava. Relatos dão conta de que, ao descer de uma das corredeiras, por volta das 16h, ela teria ingerido grande quantidade de água e começado a passar mal. “Pelo que os colegas de várias idades disseram, os socorristas demoraram pelo menos meia hora para chegar e a levaram para um ambulatório a portas fechadas, onde permaneceram por mais 20 minutos”, contou ela, emocionada, que afirma não ter recebido qualquer contato por parte da direção do parque. Às 17h58 do dia 22, pouco depois de Natália chegar ao Lourenço Jorge, a família recebeu a notícia da morte.

 “Quando cheguei ao hospital, vi o corpo, e ninguém se aproximou, sequer para um abraço”, disse Verônica. O delegado solicitou imagens de câmeras de segurança e pretende ouvir o corpo médico nos próximos dias. “Precisamos saber se, de fato, havia salva-vidas no local e o motivo para esta demora na remoção. Realizaremos diligências no local e não descartamos uma reconstituição para entender como se deu a dinâmica. É fundamental antes de qualquer conclusão”.

A delegacia aguarda ainda o resultado do laudo feito pelo IML que apontará a causa de morte de Natália. Procurada, a assessoria de imprensa do parque não foi encontrada. Contatada, a gerência do Rio Water Planet não apresentou qualquer explicação à reportagem para a série de perguntas feitas.

Enquanto as investigações não são finalizadas, jovens amigos que a viram dar seus últimos suspiros dizem reviver a cena diariamente. “Desde então, nos encontramos e rezamos. Ainda não consegui dormir sem pensar nisto”, disse jovem da igreja.

Fonte: O Dia Online


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