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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Hospitais privados resistem em cumprir a lei do piso salarial da enfermagem



Profissionais de enfermagem do estado do Rio de Janeiro estão revoltados com a postura assumida pelos hospitais privados do estado em não cumprir a Lei estadual 8.315/2019, que fixa o piso salarial para profissionais de enfermagem baseado em 30 horas semanais.

A lei foi aprovada e sancionada pelo governador do estado do Rio de Janeiro Wilson Witzel em março deste ano, porem a associação dos hospitais privados do estado do Rio entraram com ação de inconstitucionalidade contra a lei, que inicialmente foi acatada pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Entretanto, a medida foi suspensa pelo desembargador Custodio de Barros Tostes, que entendeu que a medida apenas define parâmetro remuneratório, entrando em validade portanto a lei.

Porem segundo profissionais de enfermagem, e a própria deputada Enfermeira Rejane, os hospitais privados estão relutando em cumprir a lei, onde a entidade tem sugerido aos hospitais a não alterar nem salário, nem escala dos profissionais de enfermagem.

Na semana passada, o jornal “O Dia” publicou uma matéria, que segundo a categoria da enfermagem, teria sido encomendada pela associação dos hospitais privados, que a lei do piso salarial da enfermagem poderia fazer mais de 300 hospitais em fechar as portas, que quebraria não somente os hospitais particulares como também afetaria os hospitais públicos geridos pelas Organizações Sociais, e portanto abriria uma crise na saúde do Rio.

Porem segundo representantes dos profissionais de enfermagem tal matéria serviria para por a população contra a categoria profissional, e que de forma alguma provocaria uma crise  no setor de saúde do Estado, primeiro porque as organizações sociais que administram os hospitais públicos do Rio, tanto pela prefeitura, quanto pelo Estado, já trabalham com escala de jornada de trabalho em 30 horas semanais, e que portanto não alteraria o salário dos profissionais que trabalham em hospitais públicos.

E em relação aos hospitais particulares, segundo representantes da enfermagem, também não provocaria quebradeira, uma vez que os hospitais possuem alto lucro em suas atividades, observada pela movimentação de algumas empresas que tem expandido a rede como também comprado outras redes de hospitais. Além disso, alguns hospitais particulares no Rio, já trabalham com escala de 3 três turnos, ou seja, com plantão 12x60, acrescentando 02 ou 03 complementações, e que nestes casos bastaria retirar as complementações que as empresas não precisariam alterar os salários de seus trabalhadores do setor de enfermagem.

A questão e que sem duvida os profissionais de enfermagem encaram uma escala exaustiva, trabalham sob pressão, principalmente por estarem mais próximos dos pacientes, são os primeiros a sofrerem todos os tipos de violência, seja verbal como ate mesmo física, seja dos familiares de pacientes, como ate mesmo de pacientes, quando estes não estão satisfeitos com o atendimento medico.

O setor de enfermagem hoje sofre com muitos profissionais afastados por depressão, como por doenças ergonômicas, uma vez que precisam movimentar os pacientes nos leitos e muitas vezes a escala de trabalho conta com numero reduzido de profissionais.

Outras categorias profissionais conseguiram regulamentar suas cargas horárias, reduzindo sob argumentos de exposição a fatores prejudiciais a saúde, como exemplo radiação. A enfermagem esta em todos os setores, são profissionais expostos aos mais diversos riscos, biológicos, físicos, químicos, e mesmo assim não conseguem reduzir a carga horária para 30 horas semanais devido a resistência dos hospitais privados, e de certa forma por desinteresse da classe política que ignora a importância destes profissionais, ao contrario do que ocorre em Países desenvolvidos, como o Reino Unido, onde a população por vários anos consecutivos elegem os enfermeiros como os profissionais mais respeitados daquele Pais.



Fonte:
UAN Noticias


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