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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Bebê de assentamento morre desnutrido no ES, diz laudo

Um bebê de 40 dias de vida morreu de desnutrição grave, em Pancas, no Noroeste do Espírito Santo, segundo a certidão de óbito. A criança e a mãe moravam em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde

"viviam em condições precárias", afirmou a mãe.  Ela conta que, após a falta de ajuda da comunidade, o bebê deu entrada no hospital de Colatina, nesta terça-feira (21), quando foi constatado o quadro. O Incra informou que o nome da mãe não consta como assentada.

O menino nasceu com 3,620 quilos, mas 40 dias depois, devido à falta de ingestão de alimentos, chegou ao hospital pesando dois quilos. De acordo com a enfermeira Maristela Luppi, não há como negar o quadro de desnutrição da criança. "Foi falta de comida, alimentação, leite adequado e cuidados familiares", falou a enfermeira que cuidou do caso.

Moradora de um assentamento do Incra, a mãe do bebê apontou a situação precária em que vive como uma possível causa da morte. "Nós passamos fome. Não temos energia, fazemos tudo no escuro e usamos só lamparina", disse Rafaela Correa, que alegou não ter recebido ajuda da comunidade onde mora.

A gravidade do caso deixou a enfermeira indignada. "Você se sente impotente. Ainda mais para nós, que temos toda uma estrutura familiar de vida, de saúde. A gente sabe que a coisa está boa, que o governo tem feito tanto, mas deixa uma criança dessa forma. Não dá para entender", lamentou Maristela.

Segundo o Incra, Rafaela pode ser uma agregada ou parente de uma assentada. Ou ainda, pode estar acampada e nestes casos órgão não tem gerência. Em nota, o Incra diz que todos os assentados são atendidos pelos programas do governo federal.

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